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[TOP 6] Meus livros favoritos de distopia

O que é distopia?

Este gênero de literatura cresceu muito nos últimos anos, principalmente devido à mudança que o mundo teve com a ascensão da extrema-direita no poder de diversos países, o estado sendo pautado por religião, e principalmente a tentativa do combate da imprensa livre.

Além do cenário global, em 2012 o cinema apresentou o filme Jogos Vorazes, filme esse baseado na obra de Suzanne Collins que mostra um governo autoritário que literalmente leva crianças, adolescentes e jovens adultos anualmente a lutarem entre si com o objetivo de lembrar uma guerra civil que aconteceu há mais de 70 anos antes da história do livro.

Sou um dos grandes adeptos desse gênero de livro desde meados de 2015 que tive meu primeiro encontro com o livro Admirável Mundo Novo, a partir dali, li as “grandes distopias” como Nós, 1984 e Laranja Mecânica. Sendo assim, hoje trago a lista das 6 principais obras que me ajudaram a gostar dessa categoria de literatura. Vamos lá:

Nós

O livro é escrito em forma de carta pelo narrador, que conta sua história dentro dessa cidade, todos os personagens não possuem um nome próprio, são chamados por códigos, o personagem principal é o D-503 e logo no primeiro capítulo revela que eles estão construindo uma espécie de foguete que vai pregar o Estado Único e as leis desse estado para outros planetas.

Com o passar das páginas, D-503 começa a revelar sua briga interna entre sua obrigação com o Estado, pois ele é o construtor da nave que levará a “palavra” para outros planetas e a sua visão que está sendo alterada gradualmente por uma paixão que ele sente por uma personagem do livro.

No livro Nós, conhecemos a Tábua das Horas, sendo uma espécie de calendário global, onde todos os moradores têm horários para acordar, comer, transar, divertir-se, etc. e tudo é visto pelo Estado.

Esse livro foi a pedra fundamental para que outros livros como Admirável Mundo Novo, 1984, Fahrenheit 451 e Laranja Mecânica pudessem ser escritos, é um livro fundamental para quem quer aprofundar mais em distopias.

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1984

Assim como a obra em que foi inspirada, 1984 traz um Estado totalmente totalitário onde todas as pessoas são vigiadas a todo instante, seja pelo chamado grande irmão ou até mesmo por seus filhos e parentes.

O que torna essa distopia tão atual mesmo tendo sido escrita em 1949, se você fez as contas aí, vai ver que a obra foi escrita apenas 4 anos após ter acabado a 2.º Guerra Mundial, ou seja, um mundo que vivia um trauma recente de milhões de mortes e o início de uma guerra fria entre a até então União Soviética e os EUA que poderiam por fim a via humana no planeta apenas apertando um botão.

O que me chama atenção nesse livro e mostra muito bem o que estamos vivendo são alguns pontos, a mudança de enredos na história, por exemplo, se algo que iria atrapalhar o estado ou o Grande irmão acontecesse, era simplesmente mudada a notícia e apagada a história real e recontada da forma como o Estado queria.

Se você logo se lembrou das vezes que Bolsonaro foi a televisão falar que ele nunca disse, por exemplo, que a COVID-19 era uma gripezinha mesmo tendo vídeo mostrando, ou que ministros mentiram descaradamente mesmo tendo provas tangíveis de que ele estava mentindo, é porque era isso que o Estado de 1984 fazia. Além é claro do chamado duplipensamento, que era a prática do Estado de falar que só pelo olhar da pessoa ou o jeito de andar, eles sabiam o que a pessoa estava pensando.

Enfim, o livro merece um vídeo somente para ele e é isto que faremos em breve.

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Admirável mundo novo

O que chama atenção nesse livro é o controle total do estado sobre as pessoas desde antes de nascer, a forma de nascer tradicional através do sexo não existe mais no livro, todos nascem através de inseminação artificial e já é escolhido a “casta” que você nascerá.

Todos são obrigados a aceitarem sua condição, seja ela a mais baixa casta ou a inferior. Para isso é administrado uma droga que tem o nome de SOMA, essa droga é a Droga da Felicidade, que faz com que as pessoas tenham acesso a uma felicidade a todo momento.

O livro tem uma reviravolta quando um dos personagens resolve não seguir com o padrão e começa a refletir sobre sua existência dentro dessa sociedade. Muitos cantores contemporâneos criaram suas músicas baseadas nesse livro como Zé Ramalho em Admirável Gado Novo e a Roqueira baiana Pitty em Admirável Chip Novo.

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Fahrenheit 451

No livro Fahrenheit 451 vimos uma população que se colocou debaixo da “proteção” do governo solicitando que houvesse a exclusão dos livros, pois os livros criavam diversos sentimentos como tristeza, raiva, depressão, etc. e a única coisa que importa nessa sociedade é a felicidade.

Como nas distopias anteriores, o Estado tomou controle da sociedade a partir desse instante que a sociedade deixou de apreciar os livros.

Os bombeiros mudaram sua função e ao invés de apagar incêndios, eles eram os responsáveis pela queima de livros dos rebeldes que insistiam em ter livros e lerem e é em uma dessas queimas de livros, que o Bombeiro responsável por queimar uma pequena biblioteca de uma senhora que decidiu morrer com seus livros, tem um despertar e resolve ficar com a cópia de um dos livros, a partir desse instante ele se torna uma das pessoas a combaterem os bombeiros e tentar salvar os livros.

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Laranja Mecânica

No livro Laranja Mecânica você conhecerá um futuro distópico dominado por gangues e um jovem chamado Alex que após cometer um crime que termina em um assassinato, é enviado para uma instituição que se utiliza de terapia de aversão brutal.

O que difere essa distopia das outras, é que é contada com seu próprio vocabulário chamado nadsat que mescla gírias de gangues inglesas e palavras russas

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O Conto da Aia

A história do livro se passe em um EUA que virou um país chamado Gileade que tem como modo de governo a teocracia. Neste país, a maioria das mulheres não pode mais engravidar e as que pode engravidar são transformadas em aia servas para barriga de aluguel.

Porém, tudo isso é contra a vontade dessas mulheres, além disso, a sociedade vive debaixo de uma teologia em partes baseada na religião judaica e em partes tirada de outros contextos.

É um livro que tem que precisei ler gradualmente, pois a forma como Margaret Atwood escreve, faz com que tenhamos uma empatia e uma torcida para que tudo acabe bem.

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O canal Só mais uma vírgula foi criado com o intuito de falar sobre livros, cultura pop, filmes e outras nerdices mais.

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